No Sertão pernambucano, na zona rural de Petrolina, um médico se deparou com um abismo invisível para muitos, mas que separava pacientes atendidos do tratamento que podia salvar suas vidas: o analfabetismo e o letramento rudimentar, que impediam os pacientes de compreender as orientações escritas nas receitas.
A 700 quilômetros da capital, Recife, a realidade da medicina que Lucas Cardim exerce é bem diferente da dos grandes centros. Ele percebeu que, por mais legível que fosse a letra do médico, o paciente não conseguia entender o tratamento.
O problema é que elas não sabiam ler, e o receituário padrão oferecido pelo SUS não era capaz de ajudar. Isso criava um abismo em que, mesmo tendo atendimento médico, o paciente seguia adoecendo. Em seu atendimento, conheceu dezenas de pessoas que, sem saber ler, não se tratavam e eram afetadas por doenças graves.
Fonte: @portalg1
