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Um novo encontro, desta vez na casa da vereadora D. Miriam, expôs mais do que alinhamento político entre os integrantes do G-8. A reunião revelou uma estratégia antiga no jogo da Câmara: manter o grupo unido a qualquer custo e, principalmente, blindado contra traições.

A lógica é cercar o grupo e impedir que adversários avancem com promessas tentadoras. Todos sabem que a disputa pela mesa diretora não será definida apenas no voto, mas na resistência às tentações. E há, dentro do próprio grupo, históricos que acendem o alerta. Alguns nomes já transitaram entre blocos em outras disputas e são vistos como “elo fraco”.

A estratégia é antiga. Numa eleição passada, houve um episódio que revela o nível da disputa. Vereadores chegaram a se isolar juntos em uma casa no litoral nos dias que antecederam a votação, convivendo sob vigilância política constante. Entre churrascos, conversas e desconfianças, o objetivo era um só: evitar traições na reta final.

Agora, o cenário é outro. O G-8 transmite um clima mais leve e harmonioso. O registro do encontro mostra mesa farta e muitos sorrisos, entre uma mastigada e outra. Por trás, o cálculo é evidente: encontros devem se tornar rotina como forma de manter o grupo distante do “encanto das promessas”, tipo as 30 moedas recebidas por Judas.

O bloco defende a reconstrução de um Legislativo alinhado, sem divisões internas e com maior capacidade de articulação. A promessa é virar a página de conflitos recentes e fortalecer a Câmara como instituição.

O jogo apenas começou. Até outubro, haverá tempo suficiente para testar lealdades, pressionar alianças e medir quem, de fato, permanece firme quando a disputa sair do jantar e entrar no voto.

Fonte: @portalbr104

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