A decisão do prefeito de Maceió, JHC, de deixar o PL pode produzir efeitos além da política. Nos bastidores, suplentes da legenda articulam uma ofensiva judicial contra vereadores que eventualmente acompanharem o prefeito em uma mudança partidária.
A tese é conhecida: o mandato proporcional pertence ao partido. Com base em entendimentos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a desfiliação sem justa causa pode resultar na perda do cargo. E segundo interlocutores, há disposição para levar os casos à Justiça.
A disputa, portanto, tende a sair do campo político. E entrar no jurídico.
Os fatos, no entanto, ajudam a entender o cenário. A janela partidária está aberta até 4 de abril, mas vale apenas para deputados estaduais e federais. Vereadores não têm essa prerrogativa agora (só daqui a dois anos), o que aumenta o risco de perda de mandato em caso de troca de legenda.
Fonte: @gazetaweb
