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Aluno de medicina Ayfa Maceió apresentará denúncia no MPF contra a falta infraestrutura e acessibilidade na faculdade

Essa semana, o caso do estudante de medicina, Ricardo Ribeiro, revoltou a população e chamou a atenção para a precariedade e a falta de acessibilidade na infraestrutura da faculdade Afya Maceió/Unima, desde a porta de entrada até as salas de aula. Um vídeo gravado pelo aluno prova o desprezo e o desrespeito da instituição tanto para pessoas com deficiência (PCD), como para todos os que circulam pelo campus.

Nesta quarta-feira (4), Ricardo informou que a família formalizará a denúncia sobre o descumprimento das normas de acessibilidade no Ministério Público Federal (MPF), além de abrir um processo contra a Ayfa Maceió.

O objetivo é que a Lei 10.098/2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e a Portaria (3.284/2003) do Ministério da Educação (MEC) com os requisitos para a acessibilidade em Instituições de Ensino Superior, sejam cumpridas pela faculdade. Ele acrescentou que desde de que levou a público os problemas existentes no campus não foi procurado pela direção da faculdade.

Entenda o caso

Indignado e cansado de enfrentar diariamente a rotina de obstáculos físicos para ter acesso ao ensino, o estudante de 19 anos, resolveu denunciar o problema por meio da Ouvidoria da Ayfa.

Em reunião com o Reitor e o diretor-Financeiro da instituição na terça-feira (3), Ricardo pediu providências a respeito do nivelamento do piso da entrada (ao lado do minishopping) que está totalmente irregular e com crateras. Ele questionou ainda sobre o elevador do bloco A, que permanece quebrado na maior parte do tempo.

Em resposta as solicitações, o Reitor teria dito: “Antes de fazer a matrícula você viu a instituição?” O aluno confirmou que “sim”. Então, o reitor quastionou: “E porque fez a matrícula? Você já estava ciente da infraestrutura.”, confirmando a estrutura física inadequada e sem acessibilidade da unidade de ensino superior.

O diálogo seguiu com a argumentação de Ricardo: “Como aluno PCD não tenho nem 1% de desconto na mensalidade. O mínimo que eu peço é acesso a todos os ambientes da faculdade”. Em resposta, o Reitor disse: “já gastamos pouco mais de uma mensalidade com uma pessoa pra te acompanhar em sala e com vigias”.

Ricardo explica que não entende o que o Reitor quis dizer com “vigias”, já que nunca viu os funcionários que ficam em frente ao estacionamento lhe oferecer ajuda, mesmo em dias de chuva, para descer do carro ou impedir que motoristas estacionem em vagas preferenciais para pessoas com deficiência.

Por redação.

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