O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) usou as redes sociais nesta terça-feira (13/1) para criticar o tratamento dado ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF).
No início do ano, a defesa de Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinasse à PF a correção do barulho contínuo do ar-condicionado da cela onde o ex-presidente está custodiado, chamada de Sala de Estado-Maior. Segundo os advogados, o equipamento e o sistema de ventilação produzem ruídos constantes que estariam prejudicando o sono do ex-chefe do
Executivo.
Posteriormente, Moraes solicitou esclarecimentos à PF. Em resposta, a corporação confirmou a existência de ruídos no sistema de climatização, mas afirmou que não é possível
“eliminar” ou “reduzir” o barulho sem a realização de obras estruturais, o que comprometeria o funcionamento da superintendência.
Desde então, familiares do ex-presidente têm intensificado a pressão sobre o ministro para a concessão de prisão domiciliar humanitária.
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o filho “02” criticou a solução adotada pela PF para minimizar o problema, afirmando que foram fornecidos apenas protetores auriculares ao ex-presidente.
“Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida.
O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la”, escreveu Carlos.
O ex-vereador também afirmou que o barulho constante tem causado impactos à saúde de Bolsonaro. “Ruído contínuo, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável”, disse.
Ainda em resposta ao STF, a PF informou que o sistema de climatização do edifício funciona diariamente das 7h30 às 19h.
Fonte: metrópoles politica
