NA FRONTEIRA | Uma fila com ao menos 80 venezuelanos já se formava na manhã de quarta-feira, em frente ao posto de ajuda humanitária do Exército a poucos metros da fronteira com o Brasil, em Pacaraima (RR), quando Antonio Ramón, de 40 anos, chegou com a filha de 10 anos.
Ele deixara Caracas no domingo, um dia depois dos ataques dos EUA à capital da Venezuela, e percorreu os 1.200 quilômetros até o território brasileiro após cruzar trechos de ônibus, com caronas que conseguiu na estrada e parte a pé.
Ao longo de uma semana, O GLOBO acompanhou de perto o fluxo na fronteira em Pacaraima, única rota de saída por terra do país vizinho em direção ao solo brasileiro, observando o drama de famílias que buscam melhores condições de vida no Brasil. Além disso, percorreu cidades no sul da Venezuela, na região fronteiriça, onde a situação econômica precária é um espelho da crise enfrentada pela população nos últimos anos.
Fonte: Jornal O Globo

