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A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última sexta-feira (12/12) colocou a advogada Mariângela

Fialek (foto em destaque), 51 anos, no centro de uma investigação sobre o desvio de emendas parlamentares do chamado Orçamento Secreto, quando atuava como assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL). Esse, porém, não é o primeiro escândalo envolvendo a passagem dela por gabinetes parlamentares.

Em 2014, quando ocupava o mesmo cargo no gabinete do então senador Romero Jucá (MDB), o nome de Mariângela surgiu em outra polêmica. Ela teria enviado à construtora Odebrecht um rascunho de texto legislativo, à época ainda em discussão no Senado, antes mesmo de ser apresentado aos demais parlamentares.

O conteúdo seria para favorecer a empreiteira envolvida em um dos maiores casos de corrupção do país. O e-mail foi enviado à construtora no segundo semestre de 2014, quando o Congresso Nacional discutia as medidas provisórias (MP)

651 e a 656, que interessavam à empreiteira, pois tratavam de incentivos fiscais.

De acordo com o Ministério Público, o conteúdo do e-mail mencionava alterações em um parecer elaborado para a MP e que foi discutida entre os executivos da Odebrecht e o senador do MDB.

Fialek trabalha na Câmara dos Deputados desde 2021.

Durante o mandato de Lira como presidente da Casa, ela ocupou o cargo de chefe da Assessoria Especial do Gabinete da presidência da Câmara. Atualmente, está lotada na liderança do Partido Progressistas (PP) na Casa.

A ex-assessora do deputado Arthur Lira é considerada a operadora do esquema de desvio de emendas parlamentares do Orçamento Secreto. A investigação da PF aponta que nenhuma decisão sobre a destinação indevida de recursos seria tomada sem antes receber o aval da servidora, conhecida como Tuca.

De acordo com a corporação, o esquema passava pela Codevasf, companhia da qual Tuca era conselheira fiscal. O cargo intensificou os indícios de que a então assessora de Lira operava a destinação dos recursos junto à presidência da Câmara.

Fonte: Metrópoles.df

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