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A Portaria n° 2380/2025 da Secretaria de Estado da Fazenda, publicada na última sexta-feira (28), confirmou uma queda de 45% no Índice de Participação dos Municípios (IPM) de Quebrangulo para 2026. O município despenca de 0,93 para 0,52, o que representa uma perda mensal superior a R$ 350 mil na receita do ICMS, um impacto capaz de comprometer a folha de pagamento e ações básicas da administração pública.

A redução decorre da mudança na legislação do ICMS Verde, que deixou de considerar critérios ambientais como coleta seletiva, saneamento e áreas de proteção, exatamente pontos em que Quebrangulo tradicionalmente pontuava bem. A lei original, de autoria do ex-deputado Davi Maia, era reconhecida por premiar municípios com boas práticas ambientais, algo que agora foi desestruturado.

O desgaste político se intensificou após a revelação de que deputados ligados ao município, como Francisco Tenório e, principalmente, Alexandre Ayres – aliado direto do prefeito Manoel Tenorio e do vice-prefeito Feu Maia – participaram da articulação que desmontou o modelo anterior. A população rapidamente associou a perda de recursos à falta de habilidade política da dupla que comanda a prefeitura, acusada de não ter atuado para proteger os interesses locais.

Internamente, a administração corre contra o tempo para avaliar possíveis contestações, mas a crise expõe um problema maior: a evidente incapacidade de Manoel Tenorio e Feu Maia de antecipar riscos, construir articulações sólidas e defender Quebrangulo num momento decisivo. Em 30 dias, a gestão deve apresentar recurso, mas a pressão popular já cobra respostas que vão muito além de números e índices.

Fonte: bermorais_politica

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