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O dinheiro público está saindo, mas o documento que explica o gasto não aparece.

Levantamento exclusivo do BR104 mostra uma contradição grave no Portal da Transparência da Câmara: em pleno final de 2025, o sistema registra pagamentos a empresas de software, papelaria e pessoas físicas, mas a página oficial de contratos segue completamente vazia.

Por que isso é grave? Sem a lista de contratos, é impossível saber se houve licitação, qual o valor do serviço ou a validade do acordo. Essa omissão viola a Lei de Acesso à Informação e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O cidadão lajense consegue ver o dinheiro sair, mas não consegue fiscalizar o motivo.

O que diz a Lei

Manter a seção zerada não é apenas uma falha técnica; é ilegal.

Lei de Acesso à Informação (LAI): Exige divulgação ativa de todos os contratos firmados.

Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF): Obriga que o cidadão tenha acesso em tempo real à execução orçamentária.

Nova Lei de Licitações (14.133/2021): Determina publicidade total dos atos em meio eletrônico.

Histórico de Falhas

O cenário ganha peso porque o Tribunal de Contas de Alagoas

(TCE-AL) já apontou, em anos anteriores, problemas de transparência envolvendo o município. A falta total de contratos na página da Câmara reforça um histórico de dificuldade para acompanhar o uso do dinheiro público na cidade.

A ausência desses dados impede o cruzamento de informações básicas, como checar se fornecedores são doadores de campanha ou parentes de políticos, limitando o trabalho do Ministério Público e da sociedade civil.

Fonte: BR104

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