Weather
Maceió, AL
28 °C / 27 °C
Coins
Dólar: R$ 5,45 Euro: R$ 6,37 ↑

O diretor-geral da PF diz que órgão entrou na investigação por conta da ligação com outras investigações, no Parané e em São Paulo, em razão da presença do crime organizado na cadeia de combustíveis.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (30) que o órgão investiga a ligação do crime organizado com a adulteração de bebidas alcoólica com metanol. 

Segundo ele, há possível conexão com investigações sobre a importação de metanol do porto de Paranaguá. Já o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, descartou nesta segunda a participação do PCC nos casos de adulteração de bebidas alcoólicas

“Dentro as razões [da instauração do inquérito em SP], a possível conexão com investigações recentes que fizemos agora – especialmente no Paraná que se conectou com outras duas em São Paulo em razão de toda a cadeia de combustível – uma parte disso passa pela importação de metanol pelo Paranaguá. Portanto a necessidade de entrarmos nesse caso por essas razões. A investigação dirá se há conexão com o crime organizado.”, afirmou. 

“Agora, a investigação dirá se há conexão com o crime organizado, com operações anteriores. Enfim, a gente vai buscar trabalhar de maneira integrada – que são investigações que se complementam com as investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo que são complementares. Nós trabalharemos de maneira integrada como temos feito e como é determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública de sempre buscarmos essa cooperação e integração”, completou.

A suspeita de participação do PCC no caso começou no domingo (28), quando a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) divulgou uma nota em que levantou a suspeita de que o metanol usado na adulteração de bebidas alcoólicas podia ser o mesmo importado ilegalmente pelo PCC para “batizar” combustíveis. 

Segundo a entidade, o fechamento recente de distribuidoras e formuladoras de combustível ligadas ao crime organizado — responsáveis por importar metanol de forma fraudulenta para adulterar combustíveis, conforme já comprovado em investigações do Gaeco e do Ministério Público de São Paulo — poderia estar por trás da atual onda de intoxicações. 

“Ao ficar com tanques repletos de metanol lacrados e distribuidoras e formuladoras proibidas de operar, a facção e seus parceiros podem eventualmente ter revendido tal metanol a destilarias clandestinas e quadrilhas de falsificadores de bebidas, auferindo lucros milionários em detrimento da saúde dos consumidores”, diz a ABCF. 

Há um mês, uma megaoperação, a maior já realizada no Brasil contra o crime organizado, constatou que combustíveis utilizados por alguns postos alvos da polícia tinham até 90% de metanol, mas a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) só permite até 0,5% dessa substância na gasolina e etanol.

Fonte: G1 Globo

Share.