O Movimento Unificado das Vítimas da Braskem (MUVB) divulgou, essa semana, uma nota pública em resposta às prisões de diretores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil/Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (SGB/CPRM).
Os gestores são acusados de participação em um esquema bilionário de corrupção.Na avaliação do MUVB, o caso reforça denúncias já feitas pela entidade sobre a fragilidade e a falta de independência técnica de instituições que deveriam fiscalizar a mineração da Braskem em Maceió. Segundo o movimento, relatórios oficiais minimizaram a gravidade dos danos causados pelo afundamento de solo em bairros como Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto.
Enquanto isso, estudos independentes apontaram falhas metodológicas e riscos mais severos.A associação também critica a ocultação de documentos técnicos, como a Nota nº 04/2022 do SGB/CPRM, que já indicava problemas semelhantes aos relatórios independentes. Para o MUVB, as prisões expõem a necessidade de maior transparência e de reparação justa às famílias afetadas, consideradas vítimas do “maior crime socioambiental urbano do mundo.
Por Redação





