As 2 maiores economias da América Latina, Brasil e México, assinaram diversos acordos de cooperação bilateral em áreas-chave, como comércio, energia, agricultura e saúde ontem (28), durante viagem do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, à capital mexicana, para tratar do tarifaço imposto pelo presidente estadunidense, Donald Trump.
As exportações brasileiras foram sobretaxadas em 50% – as maiores do mundo ao lado de Índia — como chantagem para isentar Jair Bolsonaro (PL) de responsabilidade na tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022. O México negocia com os Estados Unidos um acordo de longo prazo para evitar novos rompantes tarifários.
Entre os documentos assinados está o Memorando de Entendimento entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, para promover a colaboração no setor agroalimentar. Além disso, foi assinado um acordo entre a Subsecretaria de Comércio Exterior do México e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, com foco na promoção de investimentos e capacitação.
No setor de energia, uma declaração de intenções para promover a cooperação bilateral na produção e uso de biocombustíveis foi assinada, estabelecendo uma estrutura de colaboração entre o Ministério da Energia do México e o governo brasileiro. Esse acordo visa promover o desenvolvimento de energia limpa e sustentável.
Para trocar experiências e fortalecer a regulamentação sanitária, também foi assinado um memorando de entendimento entre a Anvisa e a Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris), além de outro com a Fiocruz e laboratórios mexicanos de produtos biológicos e reagentes para a pesquisa e produção de insumos médicos.

