O relatório da Polícia Federal que indiciou Jair (PL) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de obstruir a investigação sobre a trama golpista mostra que o ex-presidente encaminhou centenas de vídeos e mensagens por WhatsApp, depois de ser impedido pelo STF de usar as redes sociais
O que aconteceu
Para a PF, Bolsonaro tinha o objetivo de “burlar a ordem de proibição a retransmissão de conteúdos imposta pela justiça” de propósito. O documento apresentado ao STF na última sexta-feira (e que apenas ontem teve o sigilo quebrado) mostra que o ex-presidente compartilhou várias vezes vídeos para mais de 300 destinatários
Modus operandi do ex-presidente é o mesmo do das milícias digitais, escreveram os investigadores. “Difusão em alto volume, por multicanais, de forma rápida, contínua, utilizando pessoas com posição de autoridade perante o público-alvo, para dar uma falsa credibilidade às narrativas propagadas.”
Desde 21 de julho, Bolsonaro está proibido pelo STF de usar as redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Em 4 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão domiciliar do ex-presidente por desrespeitar as restrições
Para Moraes, há “clara afronta” de Bolsonaro nos encaminhamentos. “Durante a investigação, […] a Polícia Federal verificou a intensa atividade de Jair Messias Bolsonaro na produção e propagação de mensagens destinadas às redes sociais, em clara afronta a medida cautelar anteriormente imposta”, escreveu o ministro em despacho publicado ontem
Fonte: Notícias UOL
