Forma traiçoeira de machucar ou matar alguém, o envenenamento passou a ser um método cada vez mais usado para atingir covarde e silenciosamente pessoas próximas. Em Alagoas, casos vieram à tona nos últimos anos e em um deles não se encontrou uma motivação para tal brutalidade e nem mesmo a autoria.
Há dois anos, Fernanda Silva Valoz da Cruz, de 27 anos, aceitou um bombom de uma estranha no centro de Maceió, comeu o doce e em poucas horas morreu. Elas nunca tinham se visto antes. O encontro no calçadão do comércio com uma suposta cigana e o mal-estar que a levou ao hospital foram narrados pela vítima, por meio de um aplicativo de mensagens, à prima Fabrícia.
Em Alagoas dez pessoas morreram por envenenamento em 2025; já em 2024, foram 21 vítimas e em 2023, 14 pessoas.
Os registros dos Institutos Médico Legal (IMLs) não separam a ocorrência por tipificação criminosa, apenas as causas. Ou seja, nesses dados estão inclusos suicídios e homicídios, como o caso da Fernanda.
Fonte: Gazeta de Alagoas

