Na semana do Dia Internacional da Agricultura Familiar, celebrado em 25 de julho, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (@movimentosemterra) promove a Jornada da Semana Camponesa. Com mobilizações em todo o país, a ação ocorre sob o lema “Para o Brasil alimentar, Reforma Agrária Popular!” e tem como foco pressionar o governo Lula a avançar nas políticas de Reforma Agrária. Até o momento, apenas 3.353 famílias foram assentadas em seu atual mandato.
Segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), mais de 122 mil famílias estão organizadas em 1.250 acampamentos à espera de terra para viver e produzir.
O MST também alerta que cerca de 400 mil famílias já assentadas seguem enfrentando a ausência de políticas públicas que garantam infraestrutura, produção de alimentos e condições de vida digna no campo.
Jaime Amorim, da direção nacional do MST, afirma que a
Jornada busca demonstrar o descontentamento da base e cobrar que o governo cumpra a promessa de assentar 65 mil famílias até 2026. “É preciso orçamento e estrutura. O que temos hoje é insuficiente diante da demanda”, diz.
Entre as reivindicações centrais estão a desapropriação de terras, o acesso desburocratizado a créditos e a implementação de políticas para moradia, educação e fomento à produção. Amorim também critica os dados apresentados pelo governo sobre novos assentamentos, que incluem áreas já regularizadas ou terras quilombolas e ribeirinhas, sem representar de fato novas aquisições.
A Jornada se estrutura em quatro eixos: democratização da terra; crédito e políticas públicas; fortalecimento da Educação do Campo, com ampliação do PRONERA; e Reforma Agrária como defesa da soberania nacional, em contraponto ao agronegócio e à interferência imperialista.
O MST também divulgou uma carta pública em que denuncia • “PL da devastação”, a criminalização de movimentos sociais, a especulação sobre assentamentos e os riscos à soberania nacional.
Fonte: Mídia Ninja

