A Câmara Municipal de Maceió ainda não entrou em recesso de meio de ano. O motivo: há um impasse na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e do pedido de empréstimo de R$ 1,2 bilhão, solicitado pelo prefeito João Henrique Caldas (JHC, PL), considerado prioridade da gestão .
Na sessão de 8 de julho, a votação foi novamente adiada por falta de quórum. Logo depois, o Diário Oficial de Maceió publicou mais de 20 exonerações de cargos comissionados, vinculados aos vereadores Brivaldo Marques (PL), Thiago Prado (PP) e Cal Moreira (PL) — considerados “rebeldes” na base de apoio do prefeito.
As demissões foram interpretadas como uma medida
“didática” do prefeito, que pretende mostrar que quem resistir aos seus planos deve “entregar cargos e favores” .
O empréstimo já teve seu primeiro adiamento em 3 de julho.
Requer urgência, e o presidente da Câmara, Chico Filho (PL), tentou manter a sessão, mas havia apenas 12 vereadores presentes, quando o mínimo exigido é 18.
O vereador Rui Palmeira (oposição) criticou o pedido de empréstimo e a falta de planejamento da prefeitura, alertando para o risco de colapso financeiro, com mais de R$ 200 milhões/ano em juros, e questionando destino dos recursos vindos da Braskem .
Situação atual: sem aprovação da LDO ou do empréstimo, o recesso não pode começar. A votação permanece travada até que o impasse seja resolvido.
Fonte: Jovem Pan News Alagoas
