A queda do balão que deixou oito mortos em Praia Grande (SC) foi responsável por mais da metade de mortes causadas por acidentes de balonismo na história do Brasil. Além disso, foi o quinto mais fatal do mundo.
O que aconteceu
O país registrou 15 mortes causadas por incidentes de balão. O levantamento foi feito pelo UOL com dados da ONG internacional Flight Safety Foundation, referência na pesquisa de acidentes aéreos, e considera as três modalidades de balonismo: de turismo, profissional e desportivo.
A ocorrência em Praia Grande, no último final de semana, foi a quinta com mais mortes da história global. O mais mortal, até agora, foi no Egito em 2013, com 19 mortos. Três anos depois, um balão pegou fogo no Texas (EUA), e matou as 16 pessoas a bordo. Em 2012, um balão também pegou fogo e provocou em 11 mortes na Nova Zelândia. Décadas antes, em 1989, dois grandes balões colidiram e um deles caiu, matando 13 na Austrália.
No mundo todo, 1.377 acidentes de balonismo foram registrados. Desse total, 169 envolveram mortes e 415 pessoas morreram, ainda de acordo com a ONG internacional Flight Safety Foundation.
Já no Brasil, foram oito acidentes documentados, com cinco deles resultando em fatalidades. O último caso, em Praia Grande (SC), entrou para a história brasileira como sendo o mais mortal até o momento.
Antes dele, o mais fatal tinha sido com a morte de três pessoas. Em 2010, um balão que fazia passeio panorâmico em Boituva (SP) foi atingido por uma rajada de vento, quebrou vários galhos de árvores e caiu sobre uma grade com lanças em área rural. Dos nove ocupantes, três morreram, incluindo o piloto
O primeiro acidente de balonismo com morte registrado no Brasil foi em 1908. Na ocasião, o Exército Brasileiro realizava sua primeira experiência com balões militares, mas a tentativa de ascensão de um deles em Realengo, no Rio de Janeiro, matou o tenente Juventino da Fonseca.
Além do episódio no Sul, outro caso semelhante ocorreu ainda nesse mês, uma semana antes. Um balão com 33 pessoas caiu na cidade de Capela do Alto, no interior de São Paulo no dia 15 de junho. Uma mulher chegou a ser socorrida a um hospital, mas não sobreviveu.
Antes dos dois acidentes desse ano, o último tinha sido em 2020. O piloto e um passageiro morreram após o balão em que estavam cair em uma área de reserva, nos fundos de uma casa, em Ibitinga (SP). Eles também foram socorridos e não resistiram aos ferimentos.
Fonte: Notícias UOL

