Mais de 400 palestinos que buscavam ajuda humanitária em Gaza foram mortos em tiroteios realizados por forças israelenses, segundo médicos e autoridades locais.
Agências da Organização das Nações Unidas (ONU) condenaram o sistema de distribuição de alimentos apoiado pelos Estados Unidos e Israel, classificando-o como “uma abominação” e “uma armadilha mortal”. Desde o fim de maio, a Fundação Humanitária de Gaza (GHF) é responsável pela coordenação da distribuição de mantimentos, mas enfrenta duras críticas de agências da ONU e de grandes organizações humanitárias.
Os assassinatos de civis tornaram-se quase diários nas últimas semanas, embora tenham recebido pouca atenção da comunidade internacional desde que Israel intensificou seus ataques contra o Irã, há pouco mais de uma semana, desviando o foco global para o conflito regional. Mesmo antes das mortes mais recentes, a ONU já havia contabilizado mais de 410 palestinos mortos por tiros ou bombardeios israelenses desde o início das operações da GHF
As agências da ONU e as principais organizações de ajuda humanitária que atuam em Gaza há quase dois anos rejeitam o novo sistema de distribuição, classificando-o como impraticável, inadequado e antiético. Essas entidades refutam as alegações de roubo generalizado de ajuda por parte do Hamas – justificativa apresentada por Israel para manter rígido controle sobre as entregas.
Autoridades humanitárias locais também denunciam que os suprimentos oferecidos pela GHF são grosseiramente insuficientes para atender à população sitiada e faminta. Por essas razões, agências da ONU e grupos humanitários se recusam a cooperar com a fundação, temendo que ela tenha sido criada para servir a interesses militares israelenses, e não às necessidades da população civil.
Enquanto o mundo direcionava sua atenção aos ataques israelenses e norte-americanos contra o Irã, o exército de Israel matou mais de 800 palestinos em Gaza nos últimos dias.
Fonte: Mídia Ninja

