Weather
Maceió, AL
28 °C / 27 °C
Coins
Dólar: R$ 5,45 Euro: R$ 6,37 ↑

Técnico do Verdão deixou o campo batendo palmas e fazendo agradecimentos à torcida vencer o Al Ahly, por 2 a 0, em Nova Jersey, pela segunda rodada da Copa do Mundo de Clubes

Abel Ferreira deixou o campo do MetLife Stadium de forma inusitada nesta quinta-feira. Satisfeito após a vitória do Palmeiras, a primeira na Copa do Mundo de Clubes, rodeou o estádio batendo palmas e fazendo agradecimentos à torcida presente e, no último ato antes de entrar no túnel, entregou a camisa para um torcedor na arquibancada. 

Verdão venceu o Al Ahly, por 2 a 0, com gols marcados por Abou Ali, contra após cobrança de falta de Aníbal Moreno, e Flaco López, aproveitando contra-ataque puxado por Maurício.

Jogo difícil. Às vezes esquecemos com quem estamos a jogar, é só a equipe mais titular da África, terceira vez que jogamos em Mundiais, está habituado a esse tipo de competições – disse o técnico à Fifa na saída de campo, valorizando o adversário.

Contexto do jogo não era fácil, muito calor. Achei que entramos um pouco ansiosos também, depois tivemos que parar o jogo depois de fazer o 2 a 0. 

– Mas acho que é uma vitória super justa. Poderíamos ter feito mais um ou dois gols, mas aceito o resultado e agora vamos descansar e preparar para o próximo – completou.

Questionado sobre o pedido do torcedor na saída do campo, Abel brincou com a situação e reforçou mais uma vez a participação dos palmeirenses nos Estados Unidos.

– Nem queria tirar (a camisa). Quando eu chegar em casa minha esposa vai dizer que foi uma vergonha. Quando vê a torcida dessa maneira, o que eu posso fazer? A melhor alegria que eu posso dar é ganhar o jogo, eles vão fazer uma festa absurda. É um orgulho representá-los e meus jogadores entendem isso e levam essa energia para o campo. Quando estava no túnel e pediram a camiseta o que eu posso fazer? Dei a camisa. Sei que não estou na melhor forma, mas é o que eu posso.

A torcida do Palmeiras tem sido um espetáculo a parte nesta Copa do Mundo de Clubes, chamando a atenção ao “invadir” a Times Square antes da estreia na competição e até ser exaltada nas redes pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino.

– Incrível encontrar milhares de torcedores apaixonados do Palmeiras na Times Square em NYC. O futebol está realmente tomando conta dos Estados Unidos com a Copa do Mundo de Clubes unindo fãs de todo o mundo neste verão – escreveu o dirigente.

Na quarta-feira, véspera da partida contra o Al Ahly, foi a vez da Brooklyn Bridge receber a torcida do Palmeiras, que fez festa com direito a multidão e sinalizadores.

Veja as respostas de Abel na entrevista coletiva

Sobre Flaco López
– São dois jogadores bem diferentes, o Roque e o Flaco. Quando fomos buscar o Flaco foi pelas características, ele é forte no jogo de cabeça, alto, rápido, canhoto, que não é fácil encontrar, mas tem uma coisa que tem que melhorar e só o tempo vai ajudar: é a maturidade. Ele é um rapaz espetacular, mas é distraído. 

– Sabe naquela bola que falhou, quando pergunto: o que tem que fazer? “Professor, era com o pé direito.” Digo: “se treinas porque não fazes? Quando a bola vem da esquerda é com o pé direito”. Por isso falo da paciência. Porque ele é jovem. Ele com mais três ou quatro anos em cima, com os zagueiros que temos no Brasil, vai nos ajudar muito. Por isso muitos clubes querem vir buscar e sabemos quanto custa pagar em um centroavante. Ele é completo. Precisa de tempo.

– É que nem com filhos, se falar, vai fazer? Não vai. Vai fazer no tempo dele ou no tempo de Deus. Temos um grande jogador a nossa frente. E não tenho um, tenho dois. Temos que ter paciência com o Roque. Fomos recupera-lo e vamos recupera-lo. Mas é assim mesmo, não vai acertar todas. As vezes temos que estar a puxar as orelhas para que cresça mais rápido. Temos o Thalys, Roque e flaco, jogadores de características diferentes. Não é fácil quando falha um gol de baliza aberta e eles às vezes absorvem tanto essas críticas que não conseguem se libertar, começam a remoer. Roque fez o trabalho sujo que ninguém gosta e Flaco depois foi comer o filé mignon com todos cansados.

Sobre a parada
– Se estivesse a perder não iria gostar. Depois da volta ainda parou para hidratar. Se tivesse do outro lado não iria gostar. Procurei refocar aos jogadores e seguir com as nossas tarefas. O grupo é equilibrado e vai ser decidido no último jogo. Vamos continuar a pedalar como disse e preparar o próximo jogo.

Mudanças
 Pelo clima. A não ser que os jogadores esteja muito mal, não gosto de tirar, acho que nunca tirei na primeira parte. Acho que é uma falta de respeito com o jogador e até dá a entender dizer que aquilo que fiz, que planejei, não é correto. Não era por estar mal ou bem, era pra refrescar a equipe. Isso que iria jogar no lado estratégico com o clima. O que fiz foi trocar os jogadores daquele lado.

Escolha Mauricio e Veiga
– Pra falar de Mauricio tenho que falar do Veiga. Sorte a minha que tenho os dois. Sei que a melhor posição do Maurício é centro direita, não esquerda, flutua muito bem atrás do centroavante, atrás dos volantes adversários e tem o último passe, o arremate. O que vai evoluir agora vai ser o jogo a capacidade física a experiência não vou ensinar a driblar, não vou meter quatro cinco quilos de músculo porque perde agilidade Mas não podemos entender que no último jogo Veiga entrou muito bem Posso iniciar com qualquer um quando quiser de olhos fechados e sei que quem entrar vai fazer bem.

Fonte: Ge

Share.