Nesta quinta-feira (12), uma denúncia encaminhada ao Ministério Público de Alagoas (MPAL) sobre um possível crime de improbidade administrativa no município de Messias. A denúncia foi formalizada por um ex-genro de João José da Silva, ex-controlador geral da cidade, e envolve também a filha dele, Nathasha Polyni Oliveira Silva, e o prefeito de Messias, Marcos Silva.
Segundo o documento, o denunciante, que não teve o nome divulgado, afirma que, entre os anos de 2020 e 2022, João José teria recebido gratificações irregulares da Prefeitura de Messias. Como o valor não podia ser depositado diretamente em sua conta, por já receber salário público, os repasses teriam sido feitos por meio da conta bancária de sua filha, Nathasha, esposa do denunciante à época.
O denunciante ainda afirma que, ao se opor ao suposto esquema, foi vítima de uma trama articulada por João José e Nathasha para forçar o fim do relacionamento. Ele relata que, durante o processo de separação, teve o computador pessoal retido sob a alegação de que estaria “queimado”.
Segundo ele, o aparelho continha comprovantes das transferências suspeitas, e a recusa em devolver o equipamento teria sido uma forma de destruir provas.
Além disso, o denunciante relata estar sendo alvo de um processo com base na Lei Maria da Penha, movido por Nathasha, com apoio jurídico do pai dela. Ele afirma que a única “ameaça” cometida foi a de denunciar o envolvimento de João José em um suposto esquema de desvio de dinheiro público, e que teria sido impedido de exercer plenamente o convívio com o filho.
A denúncia foi protocolada na 2ª Promotoria de Justiça de Rio Largo e está em fase de Procedimento Investigatório Criminal (PIC), instaurado em 3 de março de 2025. A acusação envolve suspeitas de dano ao erário e pede, entre outras medidas, a quebra de sigilo bancário dos envolvidos.
A redação do Agora Alagoas entrou em contato com o Ministério Público de Alagoas, mas até o momento do fechamento desta matéria, não houve resposta. Os denunciados também não se pronunciaram.

