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Detecção ocorreu em uma criação de aves domésticas, no município de Campinápolis

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou neste domingo, 8, que detectou mais um foco do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no país, dessa vez no município de Campinápolis, no estado do Mato Grosso. A infecção foi registrada em uma criação de aves domésticas para subsistência — o local não está próximo de nenhum estabelecimento avícola comercial.

De acordo com a pasta, após a suspeita, o Serviço Veterinário Oficial interditou a propriedade e realizou os exames, que tiveram resultado positivo. Medidas de erradicação já foram estabelecidas e ações de vigilância estão ocorrendo num raio de 10 quilômetros do foco da infecção.

Esse é o quarto caso da doença em aves de subsistência detectados no país. Por não se tratarem de animais que serão vendidos ou exportados, a ocorrência não deve provocar restrições ao comercio internacional.

Qual o perigo?
Desde o anúncio da detecção do patógeno em uma granja de Montenegro, no Rio Grande do Sul, o Mapa alerta que não há risco de infecção pelo consumo de carnes e ovos, já que esses alimentos passam por inspeção, e afirma que as medidas de contenção visam debelar a doença.

“É possível conter o espalhamento da influenza aviária de alta patogenicidade, desde que sejam implementadas medidas rápidas, coordenadas e integradas entre os setores de saúde animal, saúde humana e meio ambiente”, afirmou Alexandre Naime Barbosa, Chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e Coordenador Científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, em entrevista concedida VEJA, em maio.

As medidas de controle, segundo ele, devem inclui o monitoramento ativo de granjas, criadouros, aves migratórias e mercados de aves vivas, com testagem laboratorial das aves doentes ou mortas, além da investigação e vigilância de possíveis casos humanos suspeitos, especialmente entre trabalhadores de granjas ou pessoas expostas a aves.

Hoje, a transmissão do vírus de aves para humanos é rara e acontece especialmente entre pessoas em contato intenso com os animais. Apesar disso, é preciso cuidado. Quando a transmissão acontece, os casos costumam ser graves, com uma taxa de letalidade que pode chegar a 60%. Para que isso não ocorra, alguns cuidados precisam ser adotados por autoridades e cidadão; entre eles:

• Promover vigilância epidemiológica intensa de animais comerciais e silvestres;
• Controlar o acesso a granjas;
• Proibir mercados de aves vivas em áreas de grande risco;

• Notificar casos novos com rapidez;
Fazer o abate de criações infectadas;
• Evitar contato com aves doentes ou mortas;
• Adotar práticas rigorosas de biossegurança, como higienização, desinfecção e uso de equipamentos de proteção individual.

Fonte: VEJA ABRIL

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