Com a chegada do frio e a proximidade das férias, hemocentros e ONGs de todo o Brasil intensificam ações para combater a queda nas doações de sangue. A mobilização faz parte do “Junho Vermelho”, campanha criada para incentivar o gesto solidário que salva vidas.
Hemocentros estão expandindo as coletas para além dos postos tradicionais, como forma de facilitar o acesso e ampliar o número de doadores. Um exemplo são as ações realizadas em shoppings, que têm mostrado bons resultados.
Segundo os organizadores, é possível recolher entre 80 e 100 bolsas de sangue em apenas sete horas.
“Os shoppings dão visibilidade à causa e acabam atraindo pessoas que não estavam planejando doar, mas se sensibilizam na hora”, explicou Adriano Oliveira, presidente da ONG Amor se Doa, que organiza coletas externas ao longo do mês.
A estudante Letícia realizou sua primeira doação e saiu feliz da experiência. “É uma coisa muito simples de fazer e pode ajudar muitas pessoas. Tô animada de estar aqui”, afirmou.
Acompanhada da mãe, Luciana Viasmai, ela celebrou o momento com orgulho familiar. “Espero que seja a primeira de muitas. Quem sabe vira uma tradição na família?”, disse
Luciana.
Especialistas alertam que a necessidade de sangue é constante. “O sangue é usado em emergências e cirurgias, mas também por pacientes que dependem de transfusões frequentes para sobreviver. Não existe um remédio que substitua o sangue”, destacou Cyntia Arraes, hematoterapeuta da Fundação Pró-Sangue, que abastece 80 instituições de saúde públicas em São Paulo.
O médico hematologista Rodrigo Santucci reforça: “A doação de sangue é um ato de solidariedade. Um dia qualquer um de nós pode precisar”.
A iniciativa também tem motivado quem antes adiava o gesto por falta de tempo. “Na correria do dia a dia, sempre deixava para depois. Hoje resolvi parar e doar. Foi mais tranquilo do que eu imaginava”, contou Fernando Veronesi, empresário que participou de uma das ações itinerantes.
A socorrista Fátima Medeiros fez questão de lembrar: “Todo mundo pode precisar um dia, não só em caso de acidente. A doação é essencial”.
A reportagem completa foi exibida no Jornal Nacional e está disponível no portal G1.
Fonte: Mídia Ninja

