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Setor agropecuário avançou 12,2% entre janeiro e março. Também houve alta no setor de serviços (0,3%), enquanto a indústria não mostrou variação significativa (-0,1%).

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, frente aos três últimos meses do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (30). 

O crescimento foi puxado pela agropecuária, que avançou 12,2%. Também houve alta no setor de serviços (0,3%), enquanto a indústria não mostrou variação significativa (-0,1%). 

Em valores correntes, a economia brasileira acumulou R$ 3 trilhões entre janeiro e março. Nos últimos quatro trimestres, o PIB cresceu 3,5%. 

O setor agropecuário costuma pesar no PIB no começo do ano por causa da soja, que é o principal produto da agricultura brasileira e tem colheita entre janeiro e maio. 

Os fenômenos climáticos também contribuíram, além da recuperação da queda do setor no fim do ano passado, explica Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Entre as atividades industriais, houve queda nas Indústrias de Transformação (-1,0%) e na Construção (-0,8%). Já a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (1,5%) e as Indústrias Extrativas (2,1%) tiveram desempenho positivo.

No setor de serviços, o principal crescimento foi de Informação e comunicação (3%). O único grupo que apresentou queda foi Transporte, armazenagem e correio (-0,6%). 

Pelo lado da demanda, o Consumo das famílias cresceu 1%, o Consumo do governo subiu 0,1%, enquanto os Investimentos tiveram ganho de 3,1% neste trimestre. 

Comparação com 2024

Em relação ao primeiro trimestre de 2024, o PIB subiu 2,9%. Na época, o resultado foi puxado pelo comércio

Agora, a agropecuária é destaque. O setor cresceu 10,2% em relação ao mesmo período do ano passado, principalmente por causa do bom desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre. Veja abaixo:

  • soja: 13,3%;
  • milho: 11,8%;
  • arroz: 12,2%;
  • fumo: 25,2%. 

Na mesma comparação, a indústria cresceu 2,4%, puxada pelo setor de construção (3,4%), que teve a sexta alta consecutiva, corroborada pelo aumento da ocupação na atividade e na produção dos insumos típicos, segundo o IBGE.

Fonte: G1

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