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O presidente Lula (PT) recebeu 48,9% dos votos válidos nas 2.033 seções eleitorais que tiveram seus locais de votação alterados para o segundo turno, contra 44,2% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As mudanças, anunciadas após o primeiro turno, levantam questionamentos sobre a transparência e a comunicação da Justiça Eleitoral em uma disputa presidencial acirrada, especialmente diante do impacto que alterações de endereço podem ter sobre o acesso dos eleitores às urnas.

O TSE justificou as transferências por motivos como reformas, problemas de acessibilidade e danos provocados por chuvas e ventos. Segundo o tribunal, as decisões foram tomadas pelas zonas eleitorais de cada município, e não pela direção nacional da Corte, e não houve redução do número de urnas. A justificativa, porém, não elimina a necessidade de informar individualmente os eleitores afetados, garantir condições de acesso e permitir a fiscalização pública das mudanças. A preocupação ganha relevância porque as alterações atingem milhares de seções em todo o país a poucos dias da votação, marcada para 25 de outubro.

O episódio ocorre em meio a críticas da campanha de Lula à atuação do TSE em outros conflitos eleitorais. No segundo turno, decisões sobre a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula” e a retirada de conteúdos de campanha provocaram questionamentos sobre os critérios aplicados pela Corte. Levantamento da Folha sobre a judicialização do primeiro turno registrou ao menos 470 ações apresentadas pelas duas campanhas, com resultados favoráveis a ambos os lados. Esse histórico reforça a importância de critérios públicos, tratamento consistente entre candidaturas e ampla divulgação das alterações para que a organização do pleito não gere decisões arbitrárias.

Fonte: midianinja

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