Estudantes da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Marconi Coelho Reis, em Cascavel, desenvolveram um projeto capaz de criar um biomaterial inovador ao utilizar escamas de peixe e resíduos de cana-de-açúcar para auxiliar na regeneração da pele e no tratamento de águas contaminadas.
A iniciativa surgiu a partir de uma ideia oriunda da própria realidade em Cascavel. Os alunos convivem diariamente com dois problemas graves na região, cujos impactos no meio ambiente são diretos: geração de resíduos e alto custo de tratamentos com curativos importados.
Em outra esfera, os pequenos cientistas também assistem de perto à contaminação dos açudes que abastecem a comunidade onde vivem por óleos e corantes descartados de forma indevida. Resultado:
“por que não transformar esse resíduo local em solução?”
E assim o CellScale surgiu. O projeto é finalista da maior feira de ciências e tecnologia da América Latina, a Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec). Agora, precisa de apoio para que a equipe represente o Ceará presencialmente.
São passagens aéreas, hospedagem, transporte e alimentação, tudo na conta dos integrantes. O destino é o Rio Grande do Sul, onde acontece a etapa final do evento, no fim deste mês.
“Como somos estudantes de escola pública, esses custos são muito altos para as nossas famílias. Por isso, criamos uma mobilização com vaquinha e rifas para tornar esse sonho realidade” explica João Pedro Monteiro Silva, monitor de laboratório e mentor da pesquisa.
Fonte: diariodonordeste

