Ex-deputado federal, o terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, foi às redes sociais na tarde desta quarta-feira (30/9), para anunciar que pretende fazer uma “faxina” no Palácio do Itamaraty caso o irmão mais velho, Flávio, vença as eleições para se tornar no presidente da república.
Em vídeo publicado nas próprias redes, Eduardo ainda disse ter “mapeado” todos os embaixadores que saíram e entraram em postos no governo Lula.
Além disso, afirmou estar “na cola” dos servidores responsáveis por “sabotar” o governo do pai. Ele ainda detalhou que pretende realizar uma “caça às bruxas” no Ministério das Relações Exteriores com uma eventual eleição de Flávio.
“Então, meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola. Se você não fez isso, parabéns, você fará parte do time que vai resgatar a credibilidade do Itamaraty, que vai virar a página, de serem servidores de corruptos e filhos de corruptos para passar a servir o povo brasileiro (…) Eu não tive recepção de embaixador, de diplomata, nem nada (quando mudei para os EUA). O dinheiro do brasileiro não é para proteger filho do presidente”, diz Eduardo, no vídeo.
O ’03’ vive nos Estados Unidos desde março de 2025. À época, afirmou que deixou o Brasil pois o Supremo Tribunal Federal (STF) recolheria o passaporte dele para impedir a articulação internacional contra o julgamento de Jair Messias, acusado e condenado no caso da trama golpista.
Depois de se licenciar por quatro meses do mandato de deputado, permaneceu na América do Norte e acumulou faltas na Câmara dos Deputados. Em dezembro do ano passado, perdeu o mandato.
Em junho de 2026, foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão. As razões apontadas foram coação no curso do processo em questão. Também foi julgado e condenado por articular nos Estados Unidos medidas de pressão contra autoridades do Brasil para interferir no julgamento do pai. Neste mês de setembro, perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal por abandono. Ou seja, foi demitido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

