Um relato feito por um familiar de Fábio da Silva Romão voltou a chamar atenção para a trajetória do homem, procurado pela polícia de Pernambuco por crimes envolvendo crianças. Segundo Musa Amanda, ele teria vivido durante anos em Alagoas usando o nome de Edilson José da Silva, até que sua verdadeira identidade fosse descoberta pela família.
A aproximação com a família começou em 2013, quando a mãe de Musa conheceu Fábio enquanto ele estava preso. Após anos de relacionamento, ele teria deixado a prisão em 2021 e passado a morar com a família em Alagoas.
Musa afirma que Fábio apresentava um comportamento considerado normal, mas que, com o passar do tempo, começaram a surgir situações de violência dentro de casa. Segundo o depoimento, ele passou a agredir a companheira, além de praticar ameaças e extorsões financeiras.
A situação teria se agravado em 2024, quando a família descobriu um caso de abuso. O familiar relata que, a partir daquele período, as agressões contra a mãe se tornaram mais frequentes e incluíam mordidas, espancamentos e uma facada.
Foi durante a tentativa de entender a situação que Musa Amanda descobriu que ele não se chamava Edilson José da Silva. Segundo o relato, o nome verdadeiro seria Fábio da Silva Romão.
A partir da descoberta, a família teria identificado uma ligação com crimes cometidos anteriormente em Pernambuco. Musa confessa que não sabia que os crimes estavam relacionados a abusos e assassinatos de crianças.
Crimes na Ilha do Maruim
Registros jornalísticos de 2010 mostram que Fábio da Silva Romão era procurado pela polícia após o assassinato de Kelly Kettily Giancipoli, de 9 anos, na Ilha do Maruim, em Olinda/PE. Segundo a reportagem publicada na época, o corpo da menina foi encontrado na residência onde o suspeito morava, com sinais de estrangulamento e violência sexual.
Naquele período, a polícia também investigava o desaparecimento de Taynana José do Ó, de 12 anos. A reportagem informava ainda que havia outros registros criminais associados ao suspeito e que ele utilizava nomes diferentes.
Segundo o familiar, somente anos depois, já durante a convivência de Fábio com a família em Alagoas, essas informações começaram a ser relacionadas ao homem que vivia na residência.
Musa Amanda afirma ainda que Fábio teria contado à família uma versão sobre sua fuga de Pernambuco, dizendo que havia cometido um crime contra um homem. Posteriormente, segundo o relato, a família passou a relacionar essa história à fuga ocorrida após os crimes investigados na Ilha do Maruim.
Prisão
O familiar afirma que, após descobrir as agressões sofridas pela mãe e a verdadeira identidade de Fábio, procurou as autoridades. Segundo o depoimento, a prisão ocorreu durante uma operação envolvendo as Polícias Civis de Alagoas e Pernambuco.
De acordo com na depoimento, após ser preso, Fábio foi encaminhado ao Cotel, em Pernambuco, e posteriormente transferido para o sistema prisional de Igarassu.
Após a prisão, o familiar afirma que passou a conversar com parentes das vítimas e a reunir informações sobre outros possíveis casos que poderiam ter relação com Fábio. Segundo ele, o objetivo é localizar novas pessoas que possam ter sido vítimas ou que tenham informações sobre crimes ainda não solucionados.
Por Redação com informações e imagens de Igor Costa.

