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O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda-feira (21) que membros da equipe do candidato Flávio Bolsonaro (PL) o procuraram para tentar abrir uma janela de diálogo. Mesmo assim, o empresário voltou a rejeitar a ideia de um eventual apoio ao senador no segundo turno.

Em sabatina ao SBT Brasil, Renan detalhou que pessoas da “turma” de Flávio tentaram contato por meio de “amigos em comum” para questionar se o candidato “toparia uma conversa” com o adversário. Ele, no entanto, argumentou que “conversa com a turma do Flávio é formação de quadrilha”. Ele invocou o caso Master e INSS para rejeitar uma aproximação.

“Eu não ando com gente que está envolvida nos maiores escândalos de corrupção da nossa história, e jamais cederia qualquer coisa na minha campanha para poder participar de nada envolvendo esse sujeito”, completou.

Em seguida, o candidato comentou uma foto revelada pelo jornal O Globo em que Flávio aparece ao lado do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz, ambos investigados na operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos no âmbito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com a revista Piauí, os três e suas esposas mantinham um grupo de WhatsApp chamado “África do Sul”, em que trocavam fotos e conversavam sobre a viagem.

“Eu não consigo me misturar com essa gente, e eu acho um absurdo que, no Brasil, as pessoas ousem se misturar com um bandido para poder se livrar de outro”, pontuou.

Questionado se isso significaria uma negativa de apoio no segundo turno, ele disse que continuará sendo “o Renan Santos, eu mesmo”. Ele falou da mobilização de seus apoiadores, acusando Flávio e o presidente Lula (PT) de “precisar pagar gente” e “levar funcionário público obrigado”. Disse ainda que a juventude que angariou acredita que não precisa “depender de dois bandidos para poder mudar o país”.

Fonte: @politicanaveia

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