Após cinco anos de filiação, o senador Romário decidiu deixar o PL. O senador formalizou ontem o pedido de desfiliação do partido e afirmou que permanecerá sem legenda e que, por enquanto, “não há conversas em andamento para uma nova filiação”.
O que aconteceu
Romário disse que “a decisão foi amadurecida ao longo dos últimos meses e representa o encerramento de um ciclo político”. Ele afirmou ainda que deixa a legenda “sem rompimentos e preservando o respeito pelas pessoas com quem conviveu durante o período em que esteve no partido”.
O senador anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio de Janeiro. O candidato à disputa pelo Palácio da Guanabara pelo PL é Douglas Rua. O parlamentar afirmou que a escolha parte de sua avaliação sobre o momento do Rio de Janeiro e sobre os desafios que o próximo governador terá pela frente.
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“Não precisamos concordar em tudo”, disse Romário em relação a Paes. “Tenho minhas posições, o Eduardo tem as dele. O que pesa para mim é o Rio. Acredito que ele reúne hoje as melhores condições para governar o estado, construir soluções e enfrentar problemas que se arrastam há muitos anos e que até hoje nenhum governador conseguiu resolver. Minha escolha está feita e vou apoiá-lo publicamente”, declarou.
Movimento político de Romário mira eleições de 2030, quando ele deve buscar a reeleição, disse ao UOL uma pessoa ligada ao senador. O PSD seria um possível destino do parlamentar, embora oficialmente pessoas ligadas ao ex-jogador afirmem que não tenham ocorrido conversas com membros da sigla comandada por Gilberto Kassab.
Tenho respeito pelo PL e pelas pessoas com quem caminhei nos últimos anos. Foi uma decisão pensada, tomada com tranquilidade e sem qualquer questão pessoal. Entendi que este é o momento de encerrar esse ciclo e seguir um novo caminho. Saio sem briga, sem ressentimento e com respeito por todos.Romário, em nota
Mandato de Romário vai até fev/2031
Romário disse que seu mandato no Senado é prioridade. Ele foi eleito em 2022 e ocupará o cargo até o dia 1º de fevereiro de 2031. “Partido é uma escolha política. Meu compromisso com o Rio de Janeiro e com as pessoas que me elegeram está acima de qualquer escolha partidária. É isso que vai continuar orientando minhas decisões e o meu trabalho no Senado.”
Em abril, Romário reassumiu a cadeira no Senado após uma licença de quatro meses.O período de afastamento começou em dezembro e, enquanto ele esteve fora, sua cadeira foi ocupada por Bruno Bonetti (PL-RJ). Bonetti é próximo da família Bolsonaro, votou a favor do PL da dosimetria, que beneficia envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Durante a Copa, disse que abriria mão do salário no Senado após receber críticas por atuar como comentarista da CazéTV. No ofício enviado na ocasião, o parlamentar pedia a adoção de providências administrativas, no Congresso, para que não fosse paga a remuneração pelo período entre 11 de junho e 19 de julho — datas do primeiro e do último dia da competição.
Fonte: @uolnoticias

