A pré-candidatura de Gunnar Nunes à Câmara dos Deputados enfrenta um cenário de desgaste político após a repercussão de articulações envolvendo lideranças da Assembleia de Deus em Alagoas e das controvérsias sobre indicações políticas atribuídas a pessoas ligadas à denominação.
Filho do presidente da Assembleia de Deus no estado e responsável pela comunicação da igreja, Gunnar passou a ser alvo de críticas nas redes sociais, onde fiéis e internautas questionam a utilização da influência religiosa em favor de um projeto eleitoral.
As manifestações se intensificaram após a divulgação de encontros políticos com pré-candidatos ao Governo de Alagoas e da repercussão sobre nomeações de aliados para cargos públicos. Para parte dos evangélicos que se manifesta nas redes, a igreja deveria permanecer distante das disputas partidárias, sem servir de vitrine para candidaturas ou instrumento de capitalização eleitoral.
Os comentários também demonstram insatisfação com a crescente aproximação entre lideranças religiosas e grupos políticos, alimentando o debate sobre os limites entre a missão da igreja e a atuação político-partidária. Entre as críticas mais frequentes está a defesa de que a fé não seja utilizada como ferramenta para conquistar votos ou fortalecer projetos eleitorais.
O que se observa é um desgaste de imagem impulsionado pela repercussão das controvérsias e pelo questionamento sobre a participação da igreja no processo eleitoral de 2026.
Fonte: bergmorais_politica

