Weather
Maceió, AL
28 °C / 27 °C
Coins
Dólar: R$ 5,45 Euro: R$ 6,37 ↑

Uma declaração feita pela comandante da Ronda Maria da Penha de Itabuna (BA), Angela Maria, durante participação no podcast Magda Voz do Povo, repercutiu nas redes sociais ao abordar o perfil das mulheres atendidas em casos de violência doméstica.

Durante a entrevista, a comandante afirmou que o maior número de vítimas de agressões no ambiente familiar é composto por mulheres evangélicas e ressaltou que a fé não deve ser utilizada para justificar relações marcadas pela violência.

“Dentre todos esses dados que falamos aqui, o maior número de mulheres agredidas dentro do âmbito doméstico e familiar são de mulheres evangélicas. Tem alguma coisa errada acontecendo porque Deus não quer isso da gente.”

A fala encontra respaldo em dados do relatório “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha. Segundo a pesquisa, 42,7% das mulheres que se identificam como evangélicas afirmaram já ter sofrido violência doméstica ao longo da vida, percentual superior ao registrado entre mulheres católicas, que foi de 35%.

O levantamento também aponta que quase metade das vítimas de violência grave não procurou nenhum tipo de ajuda após as agressões. Entre aquelas que buscaram apoio, 6% recorreram às igrejas.

Pesquisadores destacam que comunidades religiosas podem exercer um papel importante no acolhimento das vítimas. No entanto, em alguns casos, orientações voltadas exclusivamente à preservação do casamento podem acabar dificultando o rompimento do ciclo de violência, ao incentivar a permanência na relação em vez da denúncia ou da busca por proteção.

A repercussão das declarações reacendeu o debate sobre a violência doméstica e a importância de fortalecer redes de acolhimento, independentemente da religião. Isso garante que mulheres em situação de violência tenham acesso à proteção, orientação e aos serviços públicos disponíveis.

Por Redação.

Share.