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Uma alteração na mama levou a professora e psicóloga Solange Araújo Severino, hoje com 56 anos, a descobrir um câncer de mama em 2016. Antes mesmo de perceber o nódulo, porém, ela já havia notado um comportamento incomum do gato Jackson, que costumava deitar exatamente sobre o local onde o tumor seria encontrado dias depois.

Na época, Solange havia feito uma mamografia e acreditava que estava tudo bem. Mesmo assim, o animal insistia em cheirar a mama e fazer o movimento conhecido como “amassar pãozinho” exatamente naquela região. Ela conta que só começou a desconfiar quando Jackson bateu a cabeça no loca e ela sentiu uma dor diferente.

“Eu não imaginei que teria alguma coisa, porque tinha acabado de fazer a mamografia. Mas, no dia em que ele bateu a cabeça no local e senti dor, tive certeza de que havia algo errado”, lembra.

A confirmação veio poucos dias depois, com o resultado da biópsia. Foi naquele momento que ela passou a relacionar o comportamento do gato ao diagnóstico.

“Associei o comportamento do Jackson ao câncer quando o exame deu positivo. Pouco tempo depois, quando marcaram minha cirurgia, ele morreu”, conta.

O diagnóstico marcou o início de uma longa trajetória de tratamento. Desde então, Solange enfrentou cinco episódios relacionados à doença, incluindo metástases no fígado e nos ossos. Nesse período, passou por cirurgia, quimioterapia e diferentes tratamentos medicamentosos.

O primeiro passo foi a mastectomia total da mama esquerda, realizada cerca de três meses após a descoberta do tumor. Para ela, a cirurgia representou mais do que uma etapa do tratamento.

“Foi um alívio. Tirar aquele câncer foi como tomar um banho demorado e me sentir limpa” , relata.

Segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, iniciar o tratamento o quanto antes pode fazer diferença no controle da doença.

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