Integrantes dos movimentos de luta pela terra de Alagoas ocupam desde a segunda-feira (6), a rua Cicinato Pinto, que dá acesso ao Palácio do Governo do Estado e a sede do Instituto Nacional de Colônização e Reforma Agrária (INCRA), no Centro de Maceió. O protesto tem o objetivo de evitar o despejo de cerca de 5 mil famílias ameaçadas de reintegração de posse.
O movimento reinvidica a destinação das terras do extinto Grupo João Lyra para fins de Reforma Agrária. Um acordo firmado, em 2016, entre os movimentos, o Governo de Alagoas e o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) propôs que as famílias Sem Terra desocupassem a Usina Uruba, em Atalaia, com maior possibilidade de retomar o trabalho de imediato.
Como contrapartida, seriam destinados cerca de 1.500 hectares de terra da Usina Guaxuma para as organizações que a ocupavam. Ao mesmo tempo, que toda a Usina Laginha seria destinada para fins de Reforma Agrária Popular. Mas, o acerto nunca foi cumprido.
O movimento recebeu uma ordem de despejo para reintegração de posse das áreas das usinas ocupadas pelo MST há mais de 14 anos. Eles cobram a suspensão dessas determinação de desocupação.
Buscando solucionar o problema por meio de canais de diálogos, a direção dos movimentos encaminhou ofícios ao governador Paulo Dantas, e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (ITERAL) vem intermediando o diálogo entre as partes objetivando a tentativa de uma nova negociação.
Segundo as lideranças, “o acordo não foi cumprido integralmente e as áreas, ocupadas e cultivadas, desde o período entre 2011 e 2014, correm risco de despejo com a decisão judicial recente.
Os movimentos solicitam uma audiência com o governador Paulo Dantas e representantes do INCRA para efetivar a destinação das terras e garantir moradia e produção de alimentos para as famílias acampadas.
Aproximadamente mil trabalhadores e trabalhadoras participam do ato. Além do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fazem parte da Frente Nacional de Luta (FNL), o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), o Movimento Via do Trabalho (MVT) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Por Redação.

