Peço licença ao leitor e à leitora para começar esse breve texto dizendo da minha repulsa pelas casas de apostas – as bets -, que infestam as rádios e TVs do Brasil, notadamente nesses tempos de #Copa do Mundo e mandam muito na #CBF.
Para mim, essa é uma atividade que precisa ser entendida como responsável pelo adoecimento e até pela morte de muitos brasileiros, que se viciaram com o jogo, na tentativa tola de sair da pobreza e da miséria: no entanto, quanto mais arriscam e investem, os assalariados que caem nesse conto do vigário institucionalizado se afundam em dívidas e desespero.
Dito isso, eis que uma longa matéria publicada no site Agência Pública, de #jornalismo investigativo, põe luz sobre os parlamentares que atuam em defesa dessas empresas perversas no Congresso Nacional (vale a pena conferir no site).
A chamada Bancada das Bets traz nomes de destaque na política nacional – seriam onze parlamentares no total -, entre eles o alagoano Isnaldo Bulhões, líder do MDB na Câmara #Federal. Que, aliás, está muito bem acompanhado nesse time.
Os líderes dessa bancada, segundo a publicação, seriam os tais:
– Hugo Motta, o sempre presente presidente da Câmara Federal, Felipe Carreiras, Doutor Luizinho (PP, RJ), Isnaldo
Bulhões, Ciro Nogueira (de novo?) e Ângelo Coronel.
Diz a reportagem que Bulhões se associou ao notório Doutor Luizinho para impedir que as bets pagassem mais impostos. A dupla chegou a se posicionar contra uma proposta do senador Calheiros que pretendia aumentar a tributação das bets. Que coisa triste, hein?
Muitos dirão que “joga quem quer”. Será assim também com os drogadictos que consome substâncias que destroem vidas e famílias?
Estudos importantes, em todo o mundo, mostram que esse tipo de jogo funciona como uma droga no cérebro humano – vicia e mata.
É um crime sem criminoso?

