O senador Romário (PL-RJ) afirmou, nesta terça-feira (30/6), que abriu mão do salário de parlamentar, de cerca de R$ 46,4 mil por mês, durante o período em que acompanha presencialmente a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. Segundo ele, os valores eventualmente pagos serão devolvidos aos cofres públicos.
“Eu queria também esclarecer que voluntariamente abri mão do meu salário por todo o período que estarei acompanhando a Copa. Fiz isso por meio de um ofício à presidência do Senado. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos. Que isso fique bem claro”, disse Romário.
A declaração foi feita durante sessão do plenário do Senado.
Romário explicou que decidiu não pedir licença do mandato para conseguir votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1.
“O dia da votação [da PEC da 6×1] ainda não foi marcado. Por esse compromisso que assumi, presidente, de votar favoravelmente essa matéria, é que eu decidi não tirar licença do Senado nesse período que estou acompanhando a Copa do Mundo”, explicou.
Romário também justificou a ausência na Casa afirmando que a tecnologia permite sua participação nas sessões de forma remota. “Os compromissos e as posições políticas são o que realmente importam, e não onde cada um esteja fisicamente”, declarou.
Ainda durante o pronunciamento, o senador afirmou ter comunicado oficialmente à Presidência do Senado a decisão de renunciar ao salário enquanto acompanha o Mundial.
Ex-jogador da seleção brasileira, Romário está nos Estados Unidos atuando como comentarista da Copa do Mundo de 2026, que termina em 19 de julho. Apesar da viagem, ele não se licenciou do mandato, e o Senado segue com as atividades normalmente.
Neste ano, o senador trabalhou por cerca de dois meses antes de embarcar para a cobertura do torneio. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, ele ficou afastado do cargo por 120 dias.
Na ocasião, alegou compromissos no Rio de Janeiro e permitiu que o suplente Bruno Bonetti (PL-RJ) assumisse a vaga temporariamente.
Fonte: @metropolespolitica

