O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) confirmou à CBN Maceió, nesta terça-feira (30), que o Ministério Público Federal (MPF) já foi acionado para investigar as suspeitas de irregularidades envolvendo a pesquisa eleitoral realizada pelo Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu Ltda. (TDL Pesquisa), que apontou vantagem do ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), na disputa pelo Governo de Alagoas.
A apuração foi encaminhada ao MPF após o surgimento de questionamentos sobre a origem da contratação e do pagamento do levantamento registrado sob o n°
AL-04608/2026. O caso ganhou repercussão depois que a empresa R B Dantas Ltda., indicada oficialmente como contratante e responsável pelo pagamento da pesquisa, negou qualquer relação com o levantamento.
Em nota divulgada anteriormente, a empresa afirmou que não contratou, solicitou ou autorizou a realização da pesquisa. A R B Dantas também contestou a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e n° 68), apresentada no registro da pesquisa, alegando que o documento teria sido emitido sem autorização e sem a prestação efetiva do serviço.
A denúncia foi levada ao TRE-AL pelo MDB, que apresentou a negativa da empresa como um tato novo dentro do processo que questiona a validade da pesquisa.
Diante dos questionamentos, o juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Leo Dennisson Bezerra de Almeida, determinou que o Grupo de Pesquisa São Judas Tadeu apresentasse esclarecimentos no prazo de 24 horas. Contudo, até o momento não há atualização se o grupo respondeu aos questionamentos da justiça.
Com o acionamento do Ministério Público Federal, a investigação passa a analisar se houve irregularidade na contratação, no financiamento ou no registro das informações declaradas à Justiça Eleitoral. O procedimento pode resultar em novas medidas caso sejam identificadas inconsistências ou possíveis violações às regras eleitorais.

