A nova ofensiva da Polícia Federal contra supostas irregularidades na gestão de recursos previdenciários municipais voltou a lançar luz sobre o caso do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev Maceió), que investiu mais de R$ 100 milhões no Banco Master durante a gestão do então prefeito JHC (PSDB), hoje pré-candidato ao Governo de Alagoas.
Nesta quarta-feira (10), a PF deflagrou a Operação Take Over, no município de Paulista, em Pernambuco. A investigação apura possíveis irregularidades na aplicação de recursos do fundo previdenciário dos servidores municipais.
Aproximadamente R$ 3 milhões teriam sido direcionados para investimentos considerados de alto risco, em desacordo com normas legais e regras de governança exigidas para a administração de recursos previdenciários, de acordo com as investigações.
Embora a ação desta quarta-feira tenha como foco o município pernambucano, o avanço das investigações reforça a atenção sobre outros fundos previdenciários que mantiveram aplicações na instituição financeira, entre eles o Iprev Maceió.
O instituto da capital alagoana investiu mais de R$ 100 milhões em produtos vinculados ao Banco Master durante a administração de JHC. O caso provocou forte repercussão política e passou a ser acompanhado por órgãos de controle e pelo Congresso Nacional.
No Senado, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem adotado um discurso de cobrança por responsabilização dos envolvidos.
Em recentes pronunciamentos, o parlamentar afirmou que todos os responsáveis por eventuais prejuízos ao patrimônio previdenciário dos servidores deverão responder pelos atos praticados.
Fonte: @cbnmaceio

