O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) solicitou oficialmente à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarecimentos sobre denúncias envolvendo a Federação Alagoana de Futebol (FAF) e institutos privados ligados à entidade. A medida foi tomada após reportagem do Lance! apontar a existência de uma estrutura paralela que teria movimentado milhões de reais, incluindo recursos provenientes de emendas parlamentares.
As investigações têm como foco Felipe de Omena Feijó, presidente da FAF desde 2015 e filho de Gustavo Feijó, atual diretor de futebol masculino da CBF e ex-presidente da federação alagoana. Segundo a denúncia, Felipe criou, em 2017, o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), entidade privada vinculada à FAF para gerenciamento e recebimento de recursos. Em 2022, também foi criado o Instituto FAF de Aprimoramento, Gerenciamento e Pesquisa (IFAGP), posteriormente desvinculado da federação.
De acordo com os dados levantados, a FAF possui dívida ativa superior a R$ 6,2 milhões junto à Fazenda Nacional, mas continuou recebendo recursos da CBF e verbas públicas estaduais. Apenas em 2024, a entidade recebeu mais de R$ 2,1 milhões da confederação e R$ 6,3 milhões em emendas parlamentares estaduais. Diante das informações, o MP-AL encaminhou dez questionamentos à CBF sobre a atuação dos institutos, possíveis repasses financeiros, mecanismos de fiscalização e eventuais irregularidades nas prestações de contas da FAF entre 2023 e 2025. O documento, assinado pelo promotor Anderson Cláudio de Almeida Barbosa, estabelece prazo de 20 dias para resposta formal da confederação.
Fonte: metropolitano.al

