Cecília Rocha (PP) renunciou ao mandato de prefeita de Atalaia para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Alagoas, mas o que era para ser um passo natural na carreira virou um risco real nos bastidores políticos.
O problema não está apenas na competitividade do pleito.
Está dentro do próprio PP. A chapa que Cecília integrava chegou a projetar até sete deputados estaduais. Com as saídas recentes de nomes importantes da legenda, essa estimativa despencou. Hoje, o cenário mais realista fala em quatro vagas, no máximo. E Cecília não tem garantia de estar entre elas.
A renúncia à prefeitura, que deveria funcionar como trampolim para ampliar sua projeção política, virou fator de fragilidade.
Ela abriu mão de uma posição de destaque, com visibilidade garantida e controle político imediato, para entrar numa disputa estadual com uma chapa enfraquecida e candidatos mais fortes dentro do próprio partido disputando o mesmo eleitorado.
A transferência de votos do município para a escala estadual raramente é automática, e sem uma estrutura de chapa robusta para puxar o conjunto, cada candidato precisa se sustentar mais por conta própria. Esse é exatamente o terreno mais difícil para quem ainda precisa construir reconhecimento fora de Atalaia.
Fonte: papoalagoas

