Um projeto habitacional anunciado pela Prefeitura de Maceió, neste mês de abril, tem gerado desconfiança e levantando uma série de questionamentos sobre o empreendimento de apartamento populares.
Trata-se da continuidade do residencial Parque da Lagoa, apresentado pelo ex-prefeito, JHC, em suas redes sociais. O problema estaria na sua localização: nos Flexais, uma área impactada pelo afundamento do solo causado pela mineração da Braskem.
Com várias residência já abandonadas, o local tem gerado muitos conflitos nos últimos anos com laudos técnicos, que recomendam a evacuação dos moradores versus estudos que informam não haver risco geotécnico que justifique a retirada das famílias da área.
Enquanto isso, iniciativas e obras de infraestrutura estão sendo realizadas na região para conter o abandono, o aspecto de “bairro-fantasma” e melhorar a assistência e os serviços prestados aos moradores.
O historiador Geraldo de Majella, levanta uma questão muito importante. Ele chama a atenção para a situação da área, onde serão construídas as moradias, que vive sob riscos contantes de deslizamento e afundamento devido a instabilidade do solo.
“Como vão construir imóveis para população em um local condenado por meio de vários estudos? Além disso, trata-se de uma área de preservação ambiental. Querem ‘maquiar’ o problema”, afirma Majella.
Essse mês, o historiado gravou e publicou, em suas redes sociais, um vídeo questionando os residenciais Parque da Lagoa 2 e Flexais. Segundo ele, o objetivo da gravação foi denunciar a situação chamando a atenção da sociedade, autoridades e as entidades responsáveis, ao dar visibilidade ao problema.
Andando pelas ruas dos Flexais é visível a insatisfação e apreensão dos moradores com relação a situação no local. As queixas são inúmeras devido aos transtornos causados pelo afundamento do solo, rachaduras em algumas casas, a relocação de algumas famílias e o abandono pelo poder público. Além da precariedade de serviços básicos, como iluminação, transporte e escolas públicas.
“Nossa rotina mudou. Não temos mais o comércio de bairro, como farmácia, mercadinhos e açougue perto de casa, como era antes. Temos que andar muito para ter acesso aos serviços básicos”, conta Alexandre Santos. Ele vendia lanches, há 30 anos, em escolas do bairro. Com o fechamento das unidades de ensino ficou sem o seu sustento.
Enquanto isso, iniciativas e obras de infraestrutura estão sendo realizadas na região para conter o abandono, o aspecto de “bairro-fantasma” e melhorar a assistência e os serviços prestados aos moradores.
Procuramos a Braskem, que por meio de nota, seimitou a falar sobre a construção de uma via transversal, que vai ligar a rua Cônego Costa e a Ladeira do Calmon com a finalidade de melhorar a mobilidade urbana na localidade. A obra faz parte do acordo entre a empresa e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).
Entramos em contato com a Prefeitura de Maceió, mas não houve retorno.
Por Redação.











