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A erosão avançada de uma encosta, proxima a Avenida Teotônio Brandão Vilela, principal via da Mata do Rolo, tem ameaçado residências do conjunto Tavares Granja e tornando perigoso o trânsito de veículos pesados no local.

Entretanto, apesar da forma extrema de erosão profunda do solo e uma imensa cratera causadas pela ação da água da chuva no terreno sem cobertura vegetal, o problema não deve ainda ser considerado como uma “Voçoroca”, explica Cicero Bezerra da Silva, professor graduado em Geografia pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL) e Doutor e Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (PPGEO/UFS).

“Ainda não chegamos ao estágio de uma Voçoroca, mas caminhamos para isso, se o problema não for resolvido antes da quadra chuvosa 2026, que tem início agora em abril e se estende até agosto”, afirma o professor.

Segundo Cícero Bezerra, se a cratera se transformar em uma Voçoroca, será muito difícil resolver o problema a curto ou médio prazo. “Quando a Voçoroca avança rapidamente e ocorre em regiões urbanizadas, a exemplo de Rio Largo, representa uma ameaça para cidade e para população. Em alguns casos requer a desocupação imediata de imóveis e áreas habitadas para evitar possíveis acidentes”, completamenta.

“Parte do material erodido no bairro da Mata do Rolo, localizado na parte alta, vem sendo carreado para o fundo de um riacho, que é afluente do Rio Mundaú. No período das chuvas, poderemos ter outro problema. Dessa vez, na parte baixa da cidade, podendo ocorrer vários alagamentos, principalmente na região do Beiju de Coco”, esclarece o professor.

Com relação a resolução definitiva do problema, ele diz que é algo sistemático e não pontual, que demanda tempo. “A primeira medida seria identificar o tipo de material e o tipo de sedimento. E, a partir desse estudo e avaliação, iniciar o isolamento da área afetada para efetuar o processo de revestimento do solo. O problema é que o solo está sem sua vegetação. E são, justamente, as raízes das plantas que ajudam a fixar o solo, e, a partir disso, reduzir o processo de erosão”.

No caso de Rio Largo será fundamental cobrir o solo para protegê-lo da ação contínua dos agentes intempéricos, que causam a desintegração, degradação e decomposição das rochas na superfície. E a longo prazo realizar a recuperação de toda área erodida com o plantio de espécies vegetais, que auxiliem na retomada de nutrientes para o solo.

Por Redação.

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