O prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, iniciou a gestão tendo como um dos principais desafios um déficit de R$ 299,4 milhões no fundo de previdência do município. O dado consta no sistema Cadprev, vinculado ao Ministério da Previdência Social.
Segundo o levantamento, o rombo está associado a investimentos em letras financeiras do Banco Master, modalidade que foi adotada por alguns municípios do país. No entanto, entre as 15 cidades que realizaram esse tipo de aplicação, Maceió apresenta o maior déficit registrado.
O fundo previdenciário municipal é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores, o que torna o impacto ainda mais relevante para as contas públicas.
Até o momento, não há detalhamento público sobre o impacto total das aplicações nem sobre eventuais medidas a serem adotadas. O caso também levanta questionamentos sobre a condução dos recursos na administração anterior, principalmente em relação aos critérios adotados para aplicação dos valores.
Os dados do Cadprev são utilizados pelo governo federal para monitorar a situação dos regimes próprios de previdência social dos municípios. O levantamento inclui informações enviadas pelas próprias administrações locais.
A expectativa é que a Prefeitura de Maceió apresente, nos próximos dias, informações mais detalhadas sobre a situação do fundo e as medidas que devem ser adotadas para o equilíbrio das contas previdenciárias.
Fonte: CBNMACEIO

