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No apagar das luzes da janela partidária, o chamado “mago das coligações” volta ao jogo. Em um cenário considerado dos mais difíceis dos últimos anos, o advogado Adeilson Bezerra decidiu encarar mais uma vez o desafio de montar chapas proporcionais competitivas em Alagoas.

À frente da Federação Renovação Solidária — formada por Solidariedade e PRD, ao lado do Coronel Ivon –
Bezerra garante que já conquistou o principal: nominatas completas para deputado federal e estadual.

O objetivo, ainda que ambicioso, é eleger um deputado federal e montar uma chapa capaz de fazer de um a dois estaduais. Os nomes, no entanto, seguem em sigilo. A estratégia é evitar assédio político até o fim do prazo legal, no próximo dia 4.

Matemática eleitoral

A aposta da federação não está no tamanho da estrutura, mas na engenharia eleitoral. Bezerra trabalha com a lógica da nova regra das sobras — especialmente o chamado 80/20 – para disputar a última vaga na Câmara Federal.

“A conta é técnica”, resume. Na prática, o grupo acredita ser possível viabilizar um mandato de deputado federal disputando a última vaga, dentro das regras eleitorais que permitem a qualquer partido concorrer mesmo sem atingir o quociente eleitoral.

No caso da Assembleia, a expectativa é garantir de cara uma cadeira e brigar pela segunda. É aí que está o ponto mais ousado do projeto.

Nos bastidores, a federação trabalha com a possibilidade de eleger um deputado estadual com menos de 10 mil votos. Pra isso, Adeilson aposta na
“revolução dos escadas”. A ideia é juntar 28 nomes com potencial de 3 mil votos. E quem tiver mais de 7 corre o risco de ser eleito. Se conseguir, será um feito raro na política alagoana – e uma demonstração de que estratégia pode compensar a falta de grandes puxadores de voto.

Fonte: @edivaldojunior.blog

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