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Ao menos 40 médicos obstetras que atuam na maternidade do Hospital da Cidade, gerido pela Prefeitura de Maceió, pediram demissão coletiva após a redução nos valores dos plantões. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Médicos de Alagoas, que publicou uma nota repudiando a falta de diálogo por parte da gestão municipal .

De acordo com a entidade, a mudança foi promovida pela Maceió Saúde, vinculada à Prefeitura de Maceió, por meio de um aditivo ao edital n° 05/25. O documento, que inicialmente tratava da formalização contratual, passou a prever diminuição significativa na remuneração dos especialistas.

Diante da alteração, cerca de 40 obstetras que atuam na unidade optaram pelo desligamento coletivo. Segundo o sindicato, a maternidade do hospital realiza entre 200 e 270 partos por mês e atende tanto gestantes de risco habitual quanto de alto risco, o que exige equipes experientes e estrutura adequada para garantir a segurança de mães e bebês.

Na avaliação do Sinmed, a redução nos valores pagos desconsidera a complexidade do serviço prestado, o que gerou insatisfação generalizada entre os profissionais. A entidade também aponta que a decisão foi tomada após tentativas de negociação sem avanço, o que agravou o desgaste com a gestão municipal.

Outro ponto destacado é o modelo de contratação predominante, via Pessoa Jurídica (PJ), que já não assegura garantias trabalhistas básicas. Nesse contexto, o corte na remuneração teria intensificado a insatisfação e levado ao consenso pelo rompimento dos vínculos.

Problema recorrente

A situação reacende críticas à condução da saúde municipal.

Em episódios recentes, médicos responsáveis por exames cardiológicos no próprio Hospital da Cidade relataram atrasos salariais e chegaram a suspender atendimentos após meses sem receber.

Na ocasião, a gestão afirmou que os serviços seguiam funcionando normalmente, o que gerou questionamentos entre os profissionais.

A entidade informou que segue acompanhando o caso e aguarda uma solução por parte da Prefeitura que assegure o funcionamento regular dos serviços e evite impactos à população.

Fonte: CBNMACEIÓ

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