A Polícia Federal (PF) cumpriu, na manhã desta quarta-feira (18/3), um mandado de busca e apreensão contra o chefe da Polícia Civil de Alagoas, o delegado Gustavo Xavier. Na representação, a PF acusa Gustavo Xavier de ser o líder de uma organização criminosa que se dedicava a fraudar concursos públicos.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que a quadrilha liderada pelo chefe da Civil alagoana fraudou concursos para as polícias Civil e Científica do estado, além do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do Concurso Nacional Unificado (CNU).
A operação foi autorizada pelo juiz federal Manuel Maia de Vasconcelos Neto, da 16ª Vara Federal em João Pessoa (PB). A coluna Andreza Matais teve acesso à decisão.
Gustavo Xavier ocupava posição de comando dentro da organização criminosa, atuando na coordenação das fraudes e no direcionamento de ordens a outros integrantes do grupo.
A PF aponta que o delegado teria passado a exercer papel central no esquema após coagir um dos operadores do grupo, Thyago José de Andrade, a atuar sob suas ordens na fraude de concursos.
Ainda segundo os investigadores, Xavier operava por meio de intermediários. Um deles seria o policial civil Eudson Oliveira de Matos. Ele seria responsável por fazer a interlocução com os executores das fraudes.
Na manhã desta quarta, Eudson também foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal dentro de uma cela da Central de Flagrantes da Polícia Civil de Alagoas, onde ele está preso. Com ele, a PF encontrou um telefone celular.
As investigações indicam que pessoas próximas ao delegado teriam sido beneficiadas pelo esquema. O irmão de Gustavo Xavier, por exemplo, aparece como beneficiário de fraudes em ao menos dois concursos.
Para a Polícia Federal, os elementos reunidos indicam uma estrutura estável, com reiterada prática criminosa e uso de mecanismos de lavagem de dinheiro para ocultar os valores pagos pelos candidatos beneficiados.
A coluna Andreza Matais procurou Xavier por meio da Secretaria de Segurança de Alagoas, mas ainda não há resposta. O espaço segue aberto.
Fonte: @metropoles

