A Justiça condenou um médico ortopedista de Toledo, no oeste do Paraná, a dez anos de prisão em regime fechado por cobrar indevidamente por procedimentos realizados pelo SUS. A sentença, proferida nesta terça-feira (10), atende a uma denúncia do Ministério Público (MPPR) que identificou 11 episódios de corrupção passiva ocorridos entre 2015 e 2017. O profissional exigia pagamentos que variavam de R$ 50 a R$ 200, alegando falsamente que os valores seriam destinados a anestesistas ou serviços não cobertos pela rede pública.
Segundo as investigações, as cobranças eram feitas diretamente aos pacientes e seus familiares durante as consultas ou no ambiente hospitalar. O impacto social dos crimes foi agravado pelo fato de que muitas vítimas, sem recursos financeiros, chegaram a contrair dívidas para garantir o atendimento médico. Além da reclusão, o ortopedista foi condenado ao pagamento de 250 dias-multa, montante que, corrigido pela cotação da época, pode ultrapassar a marca de R$ 100 mil.
Fonte: jovempannewsmaceio

