A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado inicia na próxima quarta-feira (04/02) os trabalhos do grupo criado para acompanhar as investigações sobre a liquidação extrajudicial do Banco Master. A iniciativa, anunciada pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), amplia o cerco político a um escândalo que já é investigado pela Polícia Federal, acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal e que pode se consolidar como uma das maiores fraudes financeiras já apuradas no país.
Em manifestações públicas, Renan tem adotado um discurso duro e direto. Ao anunciar a criação do grupo de trabalho, o senador afirmou que a investigação do “escândalo mal cheiroso do Master” começa junto com a reabertura do Congresso Nacional e que a atuação da CAE teve efeito imediato.
Segundo ele, “o anúncio da CAE acelerou os fatos, quebrou o silêncio, iluminou o tema e ajudou a liquidar uma operação abafa em favor do Master e de seus múltiplos tentáculos”.
Embora sem os poderes formais de uma CPl, o grupo funcionará, na prática, como uma comissão de investigação permanente. Renan deixou claro que a CAE não pretende atuar de forma protocolar. “Temos um plano de trabalho e não dependemos de nenhum aval para destrinchar a fraude”, afirmou. Segundo o senador, a comissão vai requisitar, com base na Lei Complementar 105, de 2001, “todos os documentos sobre o escândalo, inclusive os documentos sigilosos”.
A lista inclui inquéritos da Polícia Federal, processos do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Tribunal de Contas da União (TCU) e de outros órgãos de fiscalização. Para Renan, a amplitude da investigação é indispensável para identificar responsabilidades. “É imperioso saber quem estava na cobertura dessa pirâmide criminosa, quem eram os agentes públicos que ajudaram a fraude”, declarou.
(Publicado no blog no dia 02 de fevereiro)
Fonte: Edivaldojunior.blog

