O Ministério da Saúde prorrogou até o fim do primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal contra o HPV voltada a jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada. A ação, que estava prevista para terminar em dezembro de 2025, será mantida até a realização da Campanha de Vacinação nas Escolas, com o objetivo de ampliar o acesso desse público à imunização.
A vacina contra o HPV é considerada segura e é uma das principais formas de prevenção de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, vulva, pênis, ânus, garganta e pescoço, além de verrugas genitais. A imunização está disponível nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e ocorre por meio de ações realizadas em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings. Para intensificar a cobertura, o ministério atua em parceria com estados e municípios.
Dados oficiais mostram avanço significativo da vacinação no país. Em 2024, o Brasil alcançou mais de 82% de cobertura vacinal contra o HPV entre meninas de 9 a 14 anos, percentual superior à média global de 12%, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Entre os meninos da mesma faixa etária, a cobertura chegou a 67%.
Esquema vacinal
Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única da vacina contra o HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, substituindo o modelo anterior, de duas doses. A mudança integra o compromisso assumido pelo país com a OMS para a eliminação do câncer de colo do útero, cuja meta é atingir 90% de cobertura vacinal entre meninas até 2030.
O país ampliou essa estratégia ao incluir os meninos no esquema de dose única, alinhando-se às recomendações internacionais. Desde a introdução da vacina no SUS (Sistema Unico de Saúde), em 2014, já foram distribuídas mais de 75 milhões de doses, consolidando uma das políticas de imunização mais abrangentes do mundo.
Fonte: Record Brasília

