Um relatório sigiloso da Polícia Federal mapeou recursos destinados pelo ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao pagamento de uma ata de registro de preços vinculada a um pregão considerado fraudado. A investigação faz parte da Operação Overclean, que apura desvios de emendas parlamentares. A informação é do portal R7.
Segundo a reportagem, as investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncia sobre lavagem de dinheiro envolvendo sócios de uma empresa contratada pelo DNOCS
(Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) para execução de projetos desde 2017. A empresa é a Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda.
De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a organização criminosa utilizava empresas de fachada e
“laranjas” para fraudar contratos públicos e lavar dinheiro. A Allpha pertence aos irmãos Fábio Rezende Parente e Alex Rezende Parente. Os empresários, presos na primeira fase da operação, são apontados como líderes do esquema, que teria movimentado ao menos R$ 1,4 bilhão em fraudes licitatórias.
Além da Allpha, os irmãos seriam proprietários das empresas Larclean Ambiental, Rezende Serviços Administrativos Ltda., FAP Participações Ltda. e Qualymulti Serviços EIRELI – ME, todas com contratos sob investigação junto a órgãos públicos.
Em dezembro de 2023, o então presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, assinou a ordem de serviço para a chamada “maior obra asfáltica” do município de Ouro Branco, interior de Alagoas, conforme divulgação no site do próprio DNOCS. A Allpha foi contratada para asfaltar 14 quilômetros do trecho alagoano de uma estrada vicinal que liga o município a Pernambuco.
O contrato previa o valor de R$ 20.386.405,55, com recursos oriundos do chamado “orçamento secreto”, mediante indicação do deputado federal Arthur Lira.
Na tarde desta sexta-feira (19), por meio de sua assessoria de comunicação, o deputado se posicionou sobre o caso.
Fonte: CBN MACEIÓ

