A pesquisa Ibrape/CadaMinuto divulgada nesta segunda-feira (15), que avalia as gestões municipais do Agreste de Alagoas, trouxe um dado que chama atenção não pelo êxito, mas pelo alerta político que representa. Mesmo considerada generosa, a sondagem revela um cenário de empate técnico na avaliação da administração comandada pela prefeita Luísa Júlia, com 49% de aprovação, 49% de reprovação e 2% de indecisos.
O resultado expõe um quadro de profunda divisão do eleitorado e evidencia que a prefeita não consegue formar maioria de apoio popular. Em um contexto regional onde a maioria dos prefeitos aparece com índices elevados – muitos acima de 80% de aprovação, o desempenho da gestão de Luísa Júlia destoa negativamente e reforça a percepção de desgaste administrativo e político.
Mesmo com uma pesquisa que suaviza avaliações negativas, a rejeição não apenas aparece, como empata com a aprovação, demonstrando que metade da população avalia a gestão de forma desfavorável. Na prática, o número revela falta de confiança, ausência de consenso e um governo que não consegue convencer nem mesmo com margem favorável de levantamento.
O cenário coloca a administração municipal em posição delicada, sobretudo quando comparada a outras cidades do Agreste, onde os gestores desfrutam de ampla aprovação popular. O empate técnico não pode ser tratado como vitória, mas como sinal claro de alerta, indicando que o discurso oficial não encontra respaldo consistente nas ruas.
De acordo com os dados, os prefeitos da região apresentam, em sua maioria, índices elevados de aprovação. Em Teotônio Vilela, o prefeito Peu Pereira lidera o ranking, com 91% de aprovação, 6% de reprovação e 3% de entrevistados que não souberam responder. Em Campo Alegre, a prefeita Pauline Pereiraaparece com 90% de aprovação, enquanto em Coité do Nóia, Bueno Higino também alcança 90% de avaliação positiva.
Fonte: estadão Alagoas

